Janeiro 2, 2008...11:14 pm

O que está acontecendo no Quênia?

Ir aos comentários

O sítio norte-americano Slate Magazine mostra, em matéria de Alex Halperin, alguns pontos interessantes sobre o conflito étnico-político que já matou centenas de pessoas no Quênia.

Em What’s going on in Kenya, o jornalista analisa brevemente o cenário sociopolítico do país, ressalta a dificuldade em se governar um ambiente no qual as disputas étnicas são extremas, além de retratar a discussão entre o presidente Mwai Kibaki e o líder da oposição Raila Odinga em torno da reeleição.

Like Odinga and Barack Obama’s father, the election observer was from the Luo tribe. With dozens of tribes in Kenya, ethnicity takes precedence over “issues” in voting. No candidate runs on a pro-corruption, anti-development platform.

No one disagrees about Kenya needing flatter roads, better hospitals, and more jobs. Divisive, culture-war-type issues played hardly any role in the campaign. And with the candidates’ promises to develop Kenya too vague for scrutiny, people sensibly vote for the party they think will send them the spoils of office.

A versão eletrônica do jornal inglês de The Guardian retrata um episódio recente, e inadmissível: a morte de inúmeros cidadãos da tribo kikuyu – maioria no país e favorável ao presidente Kibaki – na cidade de Eldoret, queimados dentro de uma igreja por jovens da tribo kalenjin. O título – uma frase expressa por um homem kalenjin ao ser questionado sobre seu ato – demonstra a barbaridade:

We told them to come out of the church, but they locked the door and refused to come out. So we burned them

Inadmissível. Incompreensível. Desprezível. Abominável. São muitas as palavras para comentar essa situação e pouco o espaço para expressá-las.

   

1 Comentário

  • Juliane Bernardi

    Moro com uma angolana e pelas histórias dela sinto o horror que deve ter sido viver numa época de guerra civil.
    Não poder sair de casa, não poder realizar as tarefas diárias, morar em dez pessoas na despensa de uma casa enorme, ter que negar alimento a seus filhos visando o próximo dia, entre muitos outros sacrifícios que as pessoas são obrigadas a se submeter em tempos de conflitos são realidades que a maioria de nós brasileiros não presenciamos, nem mesmo na época da ditadura militar.
    Além disso, não tivemos a infelicidade de receber a notícia de que um parente nosso, militar ou civil, foi mais uma vítima da guerra, ou esbarrar em corpos e destruição pelas ruas, que outrora, nos representaram um lar.
    A boa notícia é que as populações desses países estão mais fortes e hoje lutam para reconstruir sua nação.
    O Brasil não foi palco de grandes guerras, mas seus problemas internos, como pobreza, doenças, violência, fome, são suficientes para horrorizar os mais discrentes.


Deixe uma resposta