House na Record

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Gosto de House, pelo menos das três primeiras temporadas. A quarta é interessante. Tirando o fato de não saber qual, afinal, é o papel do Foreman e de duvidar um pouco da simpatia do novo trio escolhido para ser escurraçado pelo médico misantropo.

Hoje, às 23h45, a Record dá início à quarta temporada do seriado. Uma temporada bastante curta, com poucos personagens cativantes – alguns bem mais que Taub e Treze – e um desgaste da fórmula do seriado.

As discussões filosóficas repletas de ironia e infantilidade protagonizadas por House e Wilson são e sempre serão o centro da trama, até mais do que os casos médicos. O início da quinta temporada mostrará  muito bem isso.

Coltrane na Livraria

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Ontem, quarta-feira (25), na Livraria da Esquina, a banda Jazz Brasil fez um tributo bem brasileiro do jazzista norte-americano. Em uma hora de show, transitaram por diferentes álbuns como Giant Steps e Impressions – sempre adicionando uma pitada de bossa nova e baião – mas sem conseguir emocionar o público.

O Resultado dessa mistura aos ouvidos dos extremistas é assustador. Perde-se bastante do spiritual feeling original. No entanto, depois de algumas audições e de avaliar o ótimo trabalho dos músicos, você aproveita a sonoridade e só depois pensa “qual a necessidade que muitos jazzistas brasileiros possuem de abrasileirar o jazz?”.

No fim das contas, o que se ouviu foi John Coltrane. E ouvir Coltrane sempre vale a pena.

Rubinho Barrichello e o Circo da Fórmula 1

Não é muito cedo para este tipo de matéria? Sim, é do G1 e, dessa forma, vão ficar elogiando o Barrichello até perceberem que ele é um caso perdido.

Não acredito que sairá vitorioso com a Brawn GP. Mas, como sempre, será engraçado. Tem gente que não sabe a hora de se aposentar.

Fotografia

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Olha do fotógrafo Cecil Beaton sobre a Nova  Iorque de 1938.

Se eu fosse John Coltrane

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Você já desejou ser um músico, não? Fazer as loucuras de Sid Vicious, sentir-se um guitar hero como o Zack Wylde ou mesmo ter a calma (se ninguém fizer barulho…) de um João Gilberto.

Hoje acordei com o desejo de ser John Coltrane, um dos ícones do jazz. Gostaria de mesclar escalas orientais ao feeling da música gospel norte-americana. De solar em meu saxofone por vinte minutos e não receber aplauso algum (pois ainda tocava com Miles Davis…), de participar do álbum Kind of Blue, de criar álbuns como Giantsteps, A Love supreme, Impressions. De revolucionar a música trazendo o Free Jazz a partir do álbum Ascencion.

A lista dos feitos de Coltrane é impressionante. Todos os seus álbuns – com influência das diferentes “épocas” do jazz – são impressionantes.

Pena que faleceu prematuramente com 40 anos, em 1967, em decorrência de um câncer de figado. Sem dúvida, contribuiria ainda mais não somente para o jazz, mas para a música como um todo.

A “Empresa” criada por BP

Poucas pessoas são contrárias ao argumento de que uma organização não-governamental deve funcionar administrativamente como uma empresa.

No entanto, ainda encontramos Ongs que não se adequaram aos novos tempos e não entendem como a organização, o marketing e a comunicação são importantes para a sobrevivência do terceiro setor.

A Federação de Bandeirantes do Brasil tem duas matérias circulando pela mídia neste mês de março. Uma na revista Piauí, outra na Isto é.

Devem ficar extremamente felizes, pois uma Ong – cujo foco são crianças e jovens de 5 a 21 anos –, e que no Estado de São Paulo só possui cerca de 1.400 pessoas – sendo 30% destes adultos –, com pouquíssimos profissionais em sua área administrativa, dificilmente seria exposta nos meios de comunicação, já que tem pouca relevância.

Muitas destas ações que ganham visibilidade no cenário midiático são produzidas pelos colaboradores – voluntários apaixonados pelos valores do Movimento Bandeirante – sem ações eficientes do diretório executivo.

Tenho certeza de que o eterno chefe escoteiro Baden-Powell não gostaria que as coisas estivessem assim. Na verdade, também não gosto. O MB tem valores excelentes para serem seguidos por toda vida.

Gritar resolve?

Ontem, na Rua Augusta, região dos jardins, uma senhora de cabelos negros e vestido florido foi assaltada e, após gritar desesperadamente aos transeuntes, recuperou sua bolsa. Algumas pessoas cercaram o jovem trombadinha e tomaram de volta os pertences. O garoto fugiu.

Não indico fazer o mesmo, mas será que ela recuperaria seus pertences se ligasse naquele exato momento para a polícia? Dúvido.

Bagagem Cultural

Universidade Paraíso Paulista, sala 509b do curso de direito, dezenove horas, olhares de espanto.

– Rodrigo, só por curiosidade, o que diabos você fez com seu corpo?

– Bruno, por favor, está tão óbvio, decidi mostrar ao mundo toda a bagagem cultural que adquiri com os anos. É uma forma de me abrir ao mundo. Sem redes sociais, blogs, mensagens.

– Claro, muito óbvio, a maioria das pessoas quando adentram a universidade fazem o mesmo…

– Deixando de lado seu sarcasmo, posso explicar o que fiz?

– Por favor, prossiga.

– Bom, no braço direito tatuei os nomes dos autores que fizeram diferença em minha infância: Monteiro Lobato, Pedro Bandeira, Ziraldo e, até mesmo, Mauricio de Souza. Este último com a Turma da Mônica desenhada ao redor. Quadrinhos, sem dúvida, foi uma ótima opção de leitura quando menino.

– No braço esquerdo incluí os autores que me acompanharam na época de colégio. José de Alencar, Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, o inigualável – de ironia simples e cortante – Machado de Assis e, até mesmo, alguns poetas como o obscuro Augusto dos Anjos e o multifacetário Fernando Pessoa. Para este último pensei em desenhar um rosto, mas estou em dúvida se a imagem penderá mais para um heterônimo ou para outro. No rosto optei por autores estrangeiros que me fizeram gostar de quebra-cabeças: Agatha Christie e Josh Grisham. Nas costas…

– Espere – espanta-se Bruno – você tatuou as costas? Quantos livros você leu em sua vida?

– Bruno – explica Rodrigo – em minhas costas estão somente os músicos, seus CDs e DVDs, que me influenciaram e, assim…

– Calma aí, como assim? Praticamente você se tornou uma Livraria Cultura ambulante!

– Não, não, ainda não tenho espaço suficiente…

– Como assim “ainda”?

– Vou engordar. Ainda tenho muitos livros para ler na vida.

Crises, Loiras e Debates Imaginários

Casal em um momento caloroso, inesquecível e – ao contrário do que parece – nada romântico:

– João, estou cansada de você sair e não me dar satisfação. Quero saber tintin por tintin o que você fez na última noite! Quero saber com quem você anda! Foi beber com aquela loira da contabilidade, não é? Canalha, pilantra…

– Poderia se acalmar, Claudia? Não que a loira da contabilidade não seja atraente, mas não saí com ela. Se deseja saber, minha última noite foi bastante agitada. Comecei discutindo política com Maquiavel e Montesquieu, os dois têm visões discrepantes, mas nos entendemos bem. Em seguida, conversei com o Heródoto…

– O filósofo Grego?

Não, não, o jornalista Heródoto Barbeiro. Conversamos sobre o centro da cidade e o jornalismo tupiniquim. Depois, encontrei o escritor português José Saramago e debatemos como sua obra, Ensaio sobre a Cegueira, foi recebida pela crítica cinematográfica. Também conversamos sobre os filmes da década de 1970 e o bom e velho jazz de Davis e Coltrane

Claudia o interrompe e pergunta:

– Você foi à Livraria Cultura, não é?

– Talvez, mas, também, posso ter encontrado com todos eles, juntinho à loira da contabilidade, na mesa de bar…não?

Notícia Relevante?

Hoje, o IDG now! publica matéria, advinda do Computer World, acerca da ascenção do Chrome – navegador do Google lançado na última terça-feira – no mercado de browsers disputado por Internet Explorer e Mozilla Firefox. O título da notícia:

Chrome ultrapassa Opera e Netscape e ganha 1% do mercado de browsers

Entendo perfeitamente que o lançamento do Google aquece a disputa de browsers. O Chrome é mais rápido que IE e Firefox e espera-se que logo apareça com inúmeras funcionalidades. Todavia, há a necessidade de dizer que o navegador ultrapassou Opera e Netscape e ganhou 1% no mercado?

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